|
Índice das Notícias
Recife começa a vacinar idosos
Cuidado com o "Dr. Google"
Protozoário sobrevive na polpa de açaí, diz estudo
Vida nova para as mantas industriais
Europa apreende remédio e é denunciada
Brasil e Índia abrem disputa com a UE comercialização de genéricos
Beber líquido é chave na luta contra dengue
Recife começa a vacinar idosos
Começa hoje a vacinação dos idosos com 60 anos ou mais contra a gripe comum nos postos de saúde do Recife. A abertura da campanha em todo o Estado foi feita no último sábado, quando as unidades da Região Metropolitana abriram e foram montados postos volantes em áreas de grande circulação. Na ocasião, também foram imunizados grávidas, portadores de doença crônicas, crianças entre 6 meses e 2 anos e jovens com idades entre 20 e 29 anos contra o vírus Influenza H1N1, causador da gripe A. Apesar de ter as doses contra as duas doenças, a Secretaria de Saúde do Recife disse que não teve tempo para organizar a vacinação, portanto só começou a imunizar os cerca de 2 mil idosos hospitalizados ou acamados. Esta foi a 2ª vez que o início da campanha foi adiado. A data inicial era 24 de abril, mas as vacinas não chegaram, obrigando o Ministério da Saúde a remarcar a campanha para anteontem. (Jornal do Commercio, Cidades,10/05/2010)
Cuidado com o "Dr. Google"
Internet vira espécie de consultório médico sempre aberto, mas erros de informação são comuns - e perigosos. Especialistas alertam para a má qualidade de muitas fontes e desaconselham o autodiagnóstico e a automedicação
por Paloma Oliveto
Ao digitar a palavra hipertensão no Google, o mais popular programa de buscas na internet, aparecem 1,2 milhão de páginas em que o nome da doença é citado. Também há anúncios relacionados ao assunto - um deles prometendo a cura da impotência sexual. Na lista de resultados, há páginas do Ministério da Saúde, de hospitais, de estudos científicos e da sociedade médica especializada em hipertensão. Porém, em meio às informações de fontes seguras, a pessoa que faz a busca corre o risco de ler textos elaborados por leigos, sem qualquer fundamentação teórica. Como, por exemplo, o conselho de se misturar remédio a uma fórmula feita com alho e azeite de oliva.
A rede mundial de computadores tornou-se uma interminável e bem acessada enciclopédia de termos médicos. No Brasil, de acordo com uma pesquisa do Comitê Gestor da Internet, 39% dos usuários usam a web para procurar informações relacionadas à saúde, sendo que o percentual sobe para 60% quando se consideram apenas os quem têm nível superior. Emborareconheçam a utilidade da internet na democratização da medicina, especialistas também se preocupam com a qualidade e o uso que se faz das informações.
"Não há a menor dúvida de que a internet contribui para a informação. O médico que não souber o que está acontecendo na área pode passar por um grande constrangimento, porque o paciente vai chegar ao consultório atualizado", acredita Reginaldo Albuquerque, clínico-geral e endocrinologista do Exame Medicina Diagnóstico/Dasa e editor do site www.diabetes.org.br, da Sociedade Brasileira de Diabetes. "Mas nada pode substituir a relação entre médico e paciente. Algumas pessoas, por exemplo, querem checar a opinião de seu médico com a do site. Isso é perigoso. Há muita informação na internet, como a que adoçante dá câncer, que se pode jogar no lixo", alerta.
Zenaide e uma postura perigosa: "Confio mais no 'Dr. Google' do que nos médicos"
A funcionária pública Zenaide Gonçalves da Silva Ramos, 44 anos, chega a dizer: "Confio mais no 'Dr. Google' do que nos médicos". Ela usa o programa para fazer todo o tipo de buscas - é a página inicial do computador -, mas reconhece que saúde é o tema de que mais gosta. "Procuro desde o que vai aparecendo de novidades até dúvidas que tenho. De uma dor no pé a casos de doenças mais complexas", conta Zenaide, que é a buscadora oficial de assuntos médicos da família. "Se, por exemplo, o dermatologista me passar uma receita, eu entro na internet para pegar informações sobre as propriedades dos ingredientes e ver outras opiniões, para ter certeza de que posso usar mesmo", conta.
Zenaide usa o buscador até para interpretar exames. "Fico tentando decifrar. Chego no médico e já vou falando tudo que tenho", afirma. Para ela, o tempo de espera para conseguir marcar uma consulta é algo que estimula comportamentos parecidos. "Se você tem infecção urinária, faz o exame, que demora sete dias para ficar pronto, por exemplo. Até lá, você já foi ao Google, achou o remédio e resolveu o problema." Apesar da confiança depositada na internet, ela diz que procura filtrar apenas as boas informações. "Na minha família, já teve caso da pessoa ter um sintoma e o Google a levar a pensar que estava com uma doença seríssima. A pessoa tem que filtrar, se não fica em pânico mesmo", diz.

Vanessa admite que se automedica e chega a interpretar exames Foto:
Daniel Ferreira/CB/D.A Press
Neurose - O presidente da Associação Paulista de Medicina e diretor da Associação Médica Brasileira, Jorge Carlos Machado Curi, alerta que esse tipo de episódio é comum. "A pessoa conclui apressadamente que tem uma determinada doença. Começa a ver tanta coisa que fica psicótica e neurótica, avidamente procurando informações e achando que tem tudo", afirma. "Hoje, com tantas informações, até os médicos têm dificuldades de separar o joio do trigo. Imagine para o leigo. Um risco é de, ao escolher o caminho errado, a pessoa acabar até retardando o diagnóstico de uma doença real. Ou então o contrário, passar muito tempo achando que tem algo que não existe", afirma.
A administradora Vanessa Holanda Timoteo da Silva, 26 anos, é adepta das consultas online e até mesmo da automedicação. "Normalmente, se estou com algum sintoma, faço a busca para ver o que posso ter ou procurar algum remédio, desses que não são controlados, ou receitas caseiras de remédios", conta. Ela afirma que nunca teve nenhum problema adverso por causa das fórmulas "receitadas" pela internet.
Curiosa, a administradora gosta de tentar decifrar os resultados de exames na web. "Adianta bastante, nunca levei nenhum susto com os resultados. Confio 90% do Google", diz. O clínico-geral Reginaldo Albuquerque, porém, adverte que é muito perigoso o leigo tentar interpretar exames. "O exame, por si, não faz diagnóstico de nada. É um número que pode ter significados diferentes dependendo do estado do paciente, dos sintomas e do exame clínico, realizado pelo médico", explica. (Diario de Pernambuco, Brasil, 10/05/2010)
Protozoário sobrevive na polpa de açaí, diz estudo
SÃO PAULO – O protozoário causador da doença de Chagas sobrevive na polpa do açaí mal higienizado, mesmo que o produto seja congelado a -20ºC. Só a correta pasteurização – tratamento que envolve aquecimento e rápido resfriamento –, ainda não obrigatória no Brasil, elimina o microrganismo. Os dados são de pesquisa liderada pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). Os autores do trabalho, realizado a pedido do Ministério da Saúde, destacam que higienizar corretamente os frutos ainda é o método mais importante de prevenção.
O açaí industrializado, consumido nas grandes cidades, passa, em teoria, pelos processos, dizem os cientistas, e deve ser registrado no Ministério da Agricultura. A pasta informou ainda que, apesar de a legislação nacional ainda não exigir a pasteurização, visitas de fiscais às fábricas têm demonstrado que a maioria das empresas possui máquinas para realizá-la.
Por causa disso, informou ainda o ministério, o órgão “avalia a possibilidade de desenvolver estudos sobre metodologias de pasteurização”, que vinha defendendo desde a década passada.
Segundo destaca Luiz Augusto Passos, do Centro Multidisciplinar para a Investigação Biológica da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), o estudo, publicado na revista Advances in Food and Nutrition Research, é o primeiro a comprovar efetivamente que a polpa do fruto pode transmitir a doença de Chagas, apesar das suspeitas.
“Não havia dado que mostrasse que essa via era factível”, disse o cientista, que trabalhou ao lado de pesquisadores da Universidade Federal do Rio de Janeiro e da Universidade de São Paulo.
A doença de Chagas é uma enfermidade infecciosa febril causada pelo protozoário Trypanosoma cruzi. Pode ser adquirida pelo contato direto com as fezes do barbeiro e causa problemas cardíacos e digestivos. No caso da transmissão oral, em razão da higiene inadequada do açaí, fezes ou o próprio inseto são processados junto com a polpa e ingeridos.
Só no ano passado, o Brasil registrou 226 casos da doença, a maioria deles no Pará e, calcula-se, 80% ligados ao consumo de alimentos, principalmente o açaí. (Jornal do Commercio, Brasil, 12/05/2010)
Vida nova para as mantas industriais
Pesquisadores da UFMG desenvolvem tecnologia de reciclagem de material usado na limpeza de grandes quantidades de óleo derramado no processo de transporte e manejo
por Marina Rigueira
Uma nova tecnologia de descontaminação de resíduos pode ser a solução para a limpeza de mantas industriais encharcadas com óleo A técnica, desenvolvida pelo Programa de Incentivo a Inovação (PII) da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), prevê o reaproveitamento das mantas e ainda a reutilização da substância removida. Desenvolvida pelo professor do Departamento de Química da UFMG, Rochel Monteiro Lago, e pela pesquisadora Aline Almeida da Silva Oliveira, a tecnologia serve para limpar mantas de polipropileno, usadas em larga escala pela indústria química e petrolífera para absorver óleo derramado em espaços industriais.
Um exemplo de uso dessas mantas é na limpeza de depósitos portuários, que recebem navios com petróleo ou outros tipos de óleo combustível. Depois de os depósitos serem esvaziados, os petroleiros têm de ser limpos para receber novas cargas e ,no processo de limpeza dos combustíveis, grande quantidade de óleo se espalha pelo local. As mantas são uma espécie de cobertor macio com alto poder absorvente, usadas para encobrir e sugar o óleo derramado. Depois de sujas e encharcadas de óleo, essas mantas se tornam resíduos inflamáveis, um passivo ambiental perigoso.
De acordo com o professor da UFMG Rochel Lago, depois de usadas, as mantas de polipropileno são um rejeito perigoso para o meio ambiente e exigem um descarte criterioso. Elas podem ser usadas apenas uma vez e não podem ser descartadas em lixos a céu aberto, diretamente na natureza, pois têm alto potencial de contaminação de águas, rios, mares e lençóis freáticos. Apesar de serem a melhor alternativa para absorção do óleo, a maioria das empresas que convivem com vazamentos de óleo em suas atividades corriqueiras e as usam, não têm orientação sobre o descarte dessas.
O destino mais comum para essas mantas no Brasil é a incineração ou o coprocessamento em cimenteiras, processos poluentes, que liberam grande quantidade de dióxido de carbono (CO2) e de outros gases tóxicos. A queima também não possibilita o reaproveitamento das mantas e tem alto custo, já que, para incinerar cada tonelada de manta, o custo varia em torno de R$ 1mil. Segundo Jamerson Peixoto de Matos Gomes, mestre pela UFMG com dissertação sobre a tecnologia e pesquisador vinculado a VertiEcotecnologia, ao queimar essas mantas, não há garantia de que elas não vão prejudicar a atmosfera. "Não há certeza de queima completa das mantas e durante o processo moléculas menores dos rejeitos podem ser espalhadas no ar", explica.
Diante dessa realidade, a tecnologia desenvolvida pela UFMG representa um grande avanço, pois não gera nenhum rejeito, não libera gases na atmosfera, tem um custo menor e possibilita a reutilização das mantas e do óleo. Segundo o professor da UFMG Rochel Lago, "para se livrar de uma tonelada de manta com a tecnologia que desenvolvemos, o custo é de aproximadamente R$ 500". O processo torna-se, portanto, uma alternativa mais eficiente e ambientalmente sustentável para o tratamento de resíduo industrial.
Com a tecnologia de extração dos pesquisadores da UFMG, o óleo é removido da manta usando fluido supercrítico (SPC). O CO2 é submetido à temperatura e pressão acima de seu ponto crítico e se transforma no fluido supercrítico. Nessas condições, o fluido tem propriedades de líquido e gás simultaneamente, o que aumenta o poder solvente do gás carbônico, que vai remover o rejeito oleoso. Esse processo extrai todo o óleo da manta, sem deixar nenhum resíduo e o corpo da manta fica intacto, não perdendo nenhuma propriedade física. Finalizado o processo, as mantas podem ser reutilizadas, o CO2 volta ao estado gasoso e também pode ser reaproveitado e, além disso, o óleo extraído também pode ser direcionado para novo processo de refino. O processo de limpeza das mantas dura entre 30 minutos e uma hora e o óleo, após novo refino, quase uma destilação, pode ser usado novamente para diferentes aplicações em geral como lubrificantes.
Os pesquisadores da UFMG já concluíram o protótipo laboratorial e, em março de 2009, foi construídaem parceria com a Verti Ecotecnologias, uma planta piloto, em Belo Horizonte, que tem capacidade para processar aproximadamente 50 quilos de manta. De acordo o professor Lago, o estudo é de domínio público e o que pode ser patenteado é o equipamento de extração desenvolvido na universidade, o que ainda não foi feito. ( Diario de Pernambuco, Brasil, 12/05/2010)
Europa apreende remédio e é denunciada
GENEBRA – O Brasil anunciou ontem que denunciou a União Europeia (UE) na Organização Mundial do Comércio (OMC) por ter impedido a entrega de medicamentos genéricos indianos destinados ao mercado brasileiro.
“O Brasil apresentou ontem ante o organismo de resolução de divergências da OMC um pedido de consultas com a UE e a Holanda referente à apreensão de medicamentos genéricos em trânsito”, indicou a missão brasileira na OMC em um comunicado.
De forma separada, um dirigente indiano afirmou que seu país apresentou uma queixa contra a UE pela mesma questão.
Segundo o embaixador brasileiro na OMC, Roberto Azevedo, as apreensões “tiveram um impacto negativo altíssimo no comércio, nos intercâmbios Sul-Sul e no sistema de saúde nacional dos países em desenvolvimento”.
Para o embaixador indiano Ujal Bhatia Singh, os medicamentos genéricos apreendidos cumpriam perfeitamente com as regras da OMC.
Um dos casos remonta a janeiro de 2009, quando a Holanda reteve um navio procedente da Índia e que fez escala em Roterdã antes de partir para seu destino final no Brasil. A embarcação tinha um carregamento de medicamento Losartan, prescrito para o tratamento da hipertensão arterial.
O navio foi reenviado para a Índia por suposta violação da propriedade intelectual.
O embaixador indiano se referiu a outras duas apreensões, uma em Frankfurt, em maio de 2009, e outra em Paris, em outubro.
Depois desses casos, a Índia advertiu, em novembro passado, a OMC que as reiteradas apreensões de medicamentos genéricos poderão afetar o comércio desses produtos e o acesso univeresal à medicina nos países em desenvolvimento.
Durante uma reunião bilateral à margem do Foro Econômico Mundial (WEF) de Davos, em janeiro de 2010, o chanceler brasileiro, Celso Amorim, e o ministro indiano do Comércio, Kamal Nath, já haviam manifestado sua intenção de apresentar uma denúncia ante a OMC.
Esta queixa abre uma fase de consultas de dois meses que, em caso de fracasso, levará ao orgão de Solução de Divergências da OMC, encarregado de resolver a questão em última instância. (Jornal do Commercio, Economia, 13/05/2010)
Brasil e Índia abrem disputa com a UE comercialização de genéricos
Os governos do Brasil e da Índia iniciaram a primeira etapa de uma disputa comercial, na Organização Mundial do Comércio (OMC), contra a União Europeia (UE) e mais diretamente contra a Holanda. O objetivo, segundo os diplomatas brasileiros, é garantir o direito aos países em desenvolvimento de produzir remédios genéricos. As divergências começaram, em dezembro de 2008, quando houve a apreensão de medicamentos genéricos indianos, em um porto holandês, e que se destinavam ao Brasil.
A primeira etapa da disputa é a abertura de pedido formal para consultas. Nessa fase, são apresentadas questões sobre os direitos referentes à propriedade intelectual para as empresas farmacêuticas e o acesso a medicamentos à população de países pobres.
Para os negociadores brasileiros, as apreensões de medicamentos fazem parte de uma pressão dos países mais ricos para ampliar as exigências no que se refere à propriedade intelectual, causando o aumento de preços nos valores finais dos produtos.
Os brasileiros afirmam ainda que a apreensão de medicamentos genéricos faz parte de uma sistemática dos europeus. Já a União Europeia se defende afirmando ser sua responsabilidade a inspeção sobre a produção de medicamentos genéricos em trânsito para evitar os remédios falsificados.
As discussões foram provocadas pela apreensão de uma carga de 570 quilos de losartan potassium – que é usado na produção de remédios para hipertensão arterial. O material ficou retido por 36 dias e depois enviada para a Índia de onde havia saído rumo ao Brasil.
Segundo dados dos negociadores brasileiros, por mais de 20 vezes, em 2008, houve apreensões de medicamentos da Índia. As estimativas indicam que apenas em 2008, o faturamento da indústria de medicamentos genéricos da Índia foi de US$ 4,9 bilhões. Da Agência Brasil. (Diario de Pernambuco, Economia, 13/05/2010)
Beber líquido é chave na luta contra dengue
Especialistas recomendam que vítimas da doença ingiram, diariamente, de dois a quatro litros de água. Estado tem 14 mortes sendo investigadas
Hidratação é a palavra-chave no tratamento de pessoas com dengue, fundamental para evitar a morte. O alerta é de médicos do Hospital Universitário Oswaldo Cruz, referência estadual no atendimento a casos graves da doença, e de coordenadores da vigilância à saúde. Pernambuco vive desde o início do ano um aumento de casos da enfermidade em todas as suas regiões e principalmente no Sertão, Caruaru e Zona Oeste do Recife. Há 14 mortes suspeitas em investigação, uma delas já confirmada na capital mas ainda não computada na estatística da Secretaria Estadual de Saúde.
“É necessário ingerir dois a quatro litros de água por dia, no mínimo”, ensina o infectologista Vicente Vaz, do Huoc, com 20 anos de experiência no tratamento de pessoas com dengue. A água pode ser substituída por água de coco, soro caseiro, suco de fruta, refresco e chá. “De preferência gelados, para diminuir as náuseas”, recomenda o médico.
Segundo ele, deve-se evitar refrigerante. Os demais ajudam a hidratar e repor sais que ficam escassos com a perda de líquido típica da virose. O médico lembra que o suco de fruta mais diluído (o refresco) é melhor tolerado pelo doente, que sente enjoos e tem perda de apetite. Sopas também são ótima opção.
Os médicos e epidemiologistas explicam que uma das consequências da virose é o extravasamento de líquido para os tecidos. O exame no cadáver de uma pessoa que morre com dengue pode encontrar, por exemplo, edema nos dois pulmões, o que caracteriza a perda de líquido. Ultrassom e outros exames podem evidenciar na pessoa viva o mesmo extravasamento.
“Além de hidratação adequada, o doente deve ficar de repouso e quem cuida dele precisa observar sinais de agravamento, como tontura, vômito, dor abdominal, desmaio e sangramento (gengival, vaginal ou digestivo)”, orienta Vaz. Crianças, idosos e portadores de doenças crônicas, como diabéticos, imunodeprimidos e pessoas que fazem uso diário de anticoagulante (Aspirina, ASS, Marevan) precisam de maior observação, pois as chances são mais frequentes de agravamento.
Vicente Vaz recomenda o uso de dipirona para baixar a febre e reduzir as dores do corpo. Ele explica que tem observado um maior comprometimento hepático dos doentes. Isso pode se dar por ação do vírus e excesso de paracetamol, daí a opção pela dipirona.
O infectologista explica que ao aparecimento dos sintomas (febre, dor no corpo, fraqueza), o doente deve procurar a rede básica de saúde, como o posto de Saúde da Família, policlínica ou Unidade de Pronto Atendimento. Nesses locais deve ser avaliado pelo médico, que diante do quadro, indicará a necessidade de internamento.
Grande parte dos casos é tratada em casa, com uma ou duas semanas de repouso. “Mas é preciso avaliar o doente com hemograma e contagem de plaquetas, este ano, os doentes têm apresentado baixa de plaquetas precocemente e demorado a se recuperar”, adianta o infectologista. Na região de Serra Talhada, onde vem sendo observado um aumento de casos, o gerente da Vigilância em Saúde, Aron Araújo, explica que médicos do Hospital Regional tem adotado três cuidados básicos na avaliação das pessoas com sinais de dengue: avaliação clínica, hidratação e monitoramento com exame de sangue. (Diario de Pernambuco, Cidades, 14/05/2010)
|
|
| |
| |
| |
O Clipping CRF-PE é o resumo semanal das principais notícias publicadas sobre saúde.
Caso você não queira recebê-lo, clique aqui. |
|