Distribuído semanalmente Recife, 13 de agosto de 2010
 
Índice das Notícias

Diabético deve praticar exercícios com cautela
Atividade física mais presente nas ações do SUS
Testes para detectar tumor triplicam
Doce, saudável e barato
Laboratório confirma casos de dengue tipo 4
Inimigo do coração
Risco de infarto na menopausa
Em 13 estados // Cresce incidência de vírus 1 da dengue
Pedro II reabre na próxima segunda
Leptospirose já matou 4


Diabético deve praticar exercícios com cautela

Pesquisa da Escola de Educação Física da UPE e da Secretaria de Saúde do Recife vai mapear os diabéticos que frequentam a Academia da Cidade e monitorar efeito dos exercícios na taxa de açúcar

Veronica Almeida

Que atividade física reduz calorias ninguém contesta. Mas não é todo exercício que diabético pode fazer. Para orientar com precisão quem tem taxa alta de açúcar no sangue e verificar a influência da atividade no controle da glicemia está começando uma pesquisa nos 21 polos da Academia da Cidade do Recife. O projeto foi anunciado há quatro dias e será realizado numa parceria da Escola Superior de Educação Física (Esef) da Universidade de Pernambuco (UPE) com a Secretaria Municipal de Saúde.

"Inicialmente, a partir de novembro, vamos levantar o número de diabéticos em todos os polos da Academia da Cidade. A segunda etapa será executada naqueles que concentram maior quantidade de portadores da doença. Nessa fase será feito o teste de glicemia antes e depois da sessão de exercícios", explica Denise Maria Martins Vancea, professora da Esef e coordenadora do projeto. Foi ela quem propôs à coordenação da Academia da Cidade o estudo com os diabéticos, assunto no qual se especializou ao longo dos últimos 20 anos.

Natural de Santa Catarina, Denise se impressionou, no primeiro ano de vivência no Recife, com o programa que oferece nas praças e parques exercício físico orientado à população de todas as idades. Sabendo das consequências da atividade física no controle da diabete, sugeriu então um estudo com os usuários da Academia da Cidade.

Um projeto piloto foi realizado no polo da Ilha do Leite, na Praça Miguel de Cervantes. "A maioria dos diabéticos tinha uma neuropatia que predispõe ao infarto, uma consequência da doença que requer exercícios bem orientados", explicou Denise. Os resultados levaram ao projeto maior, que está começando agora. O estudo feito entre agosto e dezembro do ano passado encontrou glicemia de 300 e 350 miligramas, quando o satisfatório seria no máximo 140 mg duas horas após as refeições, segundo a Sociedade Brasileira de Diabete.

"Nossa intenção inicial é mapear os diabéticos e a partir daí elaborar um programa para essa clientela", explica Marcílio Paulo da Silva, um dos coordenadores da Academia da Cidade.

Segundo Denise Vancea, pessoas com glicose alta tendem a aumentar a taxa de açúcar nos minutos iniciais da atividade física. "Quem está com taxa acima de 250 mg não pode fazer exercício. O ideal é realizar um relaxamento. A prática repetida do exercício com nível alto de açúcar pode causar complicação a longo prazo, levando a pessoa a entrar em coma, por exemplo", explica a especialista.

Também é preciso considerar os diabéticos que têm outras complicações. "O exercício ajuda a controlar a doença, mas precisa ser bem orientado para não causar mais problemas à pessoa", explica Denise. Ela chama a atenção para o risco da hipoglicemia, que pode ocorrer ao fim da atividade física. "Como há queima da glicose, pode haver uma baixa grande e a pessoa passar mal na volta para casa", observa.

Diagnosticados os diabéticos, a ideia é estabelecer um programa de atividades que atenda ao perfil de cada um. Orientação nutricional, já presente na Academia da Cidade, também deve ajudar na assistência aos participantes do projeto. Em geral, exercícios aeróbicos como caminhadas, ciclismo e natação, são os mais indicados para os diabéticos, como também ioga e técnicas de relaxamento.

DOCE VIDA

Na Esef, em Santo Amaro, ao lado do Hospital Oswaldo Cruz, diabéticos são assistidos por um programa de atividades orientado, que considera as condições individuais dos pacientes. O Doce Vida funciona às segundas, quartas e sextas-feiras, das 7h às 9h. (Jornal do Commercio, Cidades, 10/08/2010)



Atividade física mais presente nas ações do SUS

A atividade física está cada vez mais presente nos programas de promoção da saúde e reabilitação. Na rede municipal do Recife, equipes da Academia da Cidade atuam não só nos 21 polos das praças e parques públicos. Mas também desenvolvem atividades comunitárias em áreas assistidas pela estratégia Saúde da Família, nos Centros de Atenção Psicossocial (Caps) que atendem pessoas com transtorno mental e usuários de drogas. E, especialmente, os professores de educação física atendem também no Centro de Hipertensão e Diabete, serviço de referência da rede SUS na capital.

Marcílio Paulo da Silva, um dos coordenadores da Academia da Cidade, lembra que estudos comprovam cientificamente o valor da atividade física na manutenção da saúde. Segundo ele, a previsão é de sejam instalados 20 novos polos este ano no Recife. Há oito anos, o projeto começou a ser implantado e hoje serve de referência para o Estado, outras regiões do País e até fora dele.

"Um grupo da Universidade de San Diego, nos Estados Unidos, esteve conosco, em maio. Eles pretendem implantar uma ação semelhante, como projeto de extensão, numa comunidade", explica Marcílio.

O programa do Recife tem 90 profissionais concursados de educação física e conta ainda com nutricionistas. As atividades orientadas nas praças e parques são de segunda a sexta, das 5h30 às 8h30 e das 17h às 20h. Abrange todas as seis regiões.

O público, em maioria, tem de 25 a 49 anos, são adultos jovens. Mas em todos os grupos há frequência de idosos. Já há turmas especiais de crianças e adolescentes, no polo de Santo Amaro. Por mês, as academias ao ar livre recebem cerca de 60 mil pessoas.

No Centro de Hipertensão e Diabete, em Casa Forte, Norte do Recife, a equipe da Academia da Cidade integra o projeto Bom Dia, que trabalha com portadores de pressão alta e diabete. Além de exercícios orientados e monitorados, no local são oferecidas orientação nutricional e atividade de fisioterapia. (Jornal do Commercio, Cidades, 10/08/2010)



Testes para detectar tumor triplicam

BRASÍLIA (AE) - Levantamento divulgado ontem pelo Ministério da Saúde apontou que os homens brasileiros estão cada vez mais preocupados com o planejamento familiar e em se prevenir do câncer de próstata. Entre 2003 e 2009, o ministério constatou que o número de testes para detectar eventuais tumores na próstata triplicou.

No mesmo período, houve um crescimento 79% do número de vasectomias realizadas pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Entre 2003 e 2009, o número dessas cirurgias saltou de 19.103 para 34 144. Há um ano, quando o Governo Federal lançou a Política Nacional de Saúde do Homem, foram aumentados em 148% os valores pagos por procedimento em ambulatório (R$ 123,18 para R$ 306,47) e em 20% por operação feita com internação (R$ 255,39 para R$ 306,47).

O Ministério da Saúde disse que, até agora, 70 municípios aderiram ao Programa Nacional de Saúde do Homem. Para cada uma dessas cidades, o governo repassa R$ 75 mil para o financiamento de ações e serviços relacionados à saúde do homem. Mais de 26 milhões de cartilhas foram distribuídas. (Folha de Pernambuco, Geral, 10/08/2010)



Doce, saudável e barato

por Silvia Pacheco

Brasília - Um substituto do açúcar comum com 40% menos calorias que pode ser consumido por diabéticos e proporciona ao paladar uma sensação de frescor. Essas são algumas das características que tornam o xilitol de grande interesse das indústrias alimentícia e farmacêutica, que o transformam em expectorantes, gomas de mascar, cremes dentais e pastilhas, entre diversos outros produtos. O maior problema da substância é o custo da produção, ainda alto. Mas isso pode mudar, graças a uma pesquisa realizada pelo Laboratório de Biocatálise Enzimática da Universidade de São Paulo (Labe/USP).

Os cientistas desenvolveram uma técnica de produção do xilitol mais barata e com menor impacto ao meio ambiente, chamada de processo enzimático ou biocatalítico. "O método estudado pelo Labe é mais eficiente, mais limpo e de grande reprodutibilidade", diz o farmacêutico bioquímico Michele Vitolo, coordenador da pesquisa.

Esse tipo de açúcar-álcool é obtido a partir da xilose, enzima encontrada em materiais como o bagaço da cana-de-açúcar, a palha de arroz e o sabugo de milho. Atualmente, os laboratórios utilizam reações microbiológicas e químicas para obter o xilitol, que se mostram menos eficientes. "No processo de biocatálise enzimática, a xilose só pode ser convertida em xilitol, enquanto que pela via microbiológica parte do xilitol formado é excretado para o meio e parte é metabolizado pela própria célula", explica Vitolo. Outra vantagem da nova tecnologia é o fato de envolver reagentes inofensivos ao meio ambiente. A enzima xilose redutase (XR), que acelera o processo de obtenção do xilitol, é retirada da levedura (fungo) Candida guilliermondii. Além disso, a reação ocorre a uma temperatura entre 30ºC e 40ºC. "O que, em tese, exigiria menor demanda de energia elétrica", explica.

Vitolo destaca que a pesquisa pode ajudar na obtenção da substância a um preço menor, aumentando, assim, seu uso em produtos alimentícios, cosméticos e farmacêuticos. "Um número maior de produtos contendo xilitol significa a disseminação do uso de uma substância com propriedades farmacológicas e que faz bem à saúde", afirma.

Fernando Antônio Santos Coelho, professor e pesquisador do Instituto de Química da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), elogia o processo descrito pelo Labe. Na sua opinião, além do baixo impacto ambiental, merece destaque a obtenção da substância com um grau de pureza muito elevado. "Os (outros) métodos utilizados para obter o xilitol passam por degradação química, gerando consequências que atrapalham a produção", diz.

Segundo Coelho, um processo por via biotecnológica, como o do Labe, normalmente leva à preparação do produto numa pureza elevada, pois ele é decorrente de um processo originado por meio de fermentações envolvendo micro-organismos, naturais ou sintéticos. "Isso faz com que não haja impurezas contaminando o produto. Além disso, os métodos biotecnológicos, feitos em sua maioria em uma matriz aquosa, acabam impactando muito menos o ambiente". (Diario de Pernambuco, Brasil, 12/08/2010)



Laboratório confirma casos de dengue tipo 4

O Instituto Evandro Chagas, de Belém, divulgou ontem que foram confirmadas três ocorrências, em Roraima, de infecção pelo sorotipo do vírus, que não circulava no Brasil desde o início da década de 80

BRASÍLIA – O Instituto Evandro Chagas (IEC), em Belém, vinculado ao Ministério da Saúde, confirmou ontem três casos de contaminação pela dengue tipo 4 no Brasil. É a primeira vez, em 28 anos, que a circulação desse sorotipo do vírus é oficialmente confirmada.

Na última sexta-feira, o ministério alertou todos os Estados informando que quatro casos suspeitos estavam em avaliação em Roraima.

A confirmação das infecções foi feita pela farmacêutica Sueli Guerreiro, coordenadora substituta do Laboratório de Dengue do instituto, responsável pela realização dos laudos.

Segundo ela, o documento com as confirmações dos casos foi enviado ao ministério ontem. "Temos três casos confirmados do vírus dengue 4", afirmou Sueli.

De acordo com a farmacêutica, após a suspeita da circulação do vírus em Roraima, o instituto recebeu 19 amostras, que foram coletadas de pacientes suspeitos e de pessoas que foram avaliadas em busca ativa para detectar a abrangência do vírus.

Dessas, além dos três casos de dengue 4, foram confirmados cinco casos de dengue tipo 1 e um caso de dengue tipo 2. Uma amostra ainda está em processamento e as outras nove deram negativo para a doença.

Mesmo com a confirmação, Sueli Guerreiro diz que não há motivos para a população se desesperar. Ela Afirma que as formas de combate ao vírus tipo 4 são as mesmas aplicadas aos outros sorotipos.

"A prefeitura de Boa Vista e o Estado de Roraima já estão adotando ações para tentar bloquear a transmissão ou minimizar o impacto."

Giovanini Coelho, coordenador do Programa Nacional de Dengue do Ministério da Saúde, diz que, com a confirmação dos casos, a preocupação aumenta.

"Por enquanto são casos isolados e não há uma transmissão sustentada. Estamos tomando medidas (como a busca ativa por casos suspeitos) para evitar que isso ocorra", afirmou. A maior preocupação se deve ao fato de, devido à longa ausência do vírus no País, a população não ter imunidade a ele. (Jornal do Commercio, Brasil, 12/08/2010)



Inimigo do coração

Médicos alertam sobre a necessidade de diagnóstico precoce de problemas cardiovasculares relacionados a taxas irregulares da substância


Do Correio Braziliense

Brasília - A conscientização sobre a importância do estilo de vida saudável continua sendo a maior barreira no combate ao colesterol, um dos principais fatores de risco que levam ao óbito por doenças cardiovasculares, a primeira causa de mortalidade no país. Especialistas afirmam que o brasileiro ainda não valoriza o diagnóstico precoce para aumento de lipídios no sangue.

Valquíria convive com a dislipidemia familiar e melhorou os níveis de colesterol com boa alimentação e exercício. Foto: Antônio Cunha/Esp. CB/D.A Press
Levantamento realizado pelo Departamento de Nutrição da Universidade de Brasília (UnB), com apoio da Secretaria de Saúde do Distrito Federal, buscou identificar características dos principais fatores de risco para doenças crônicas, entre eles o colesterol. Dados parciais da pesquisa apresentados ao Correio Braziliense / Diario afirmam que 35% das 2,6 mil pessoas entrevistadas e examinadas - com mais de 18 anos - estavam com taxa de colesterol total acima do ideal e 46% com HDL (o colesterol bom, cujos níveis devem ficar acima do LDL, o ruim) abaixo do ideal.

Cardiologistas, endocrinologistas e nutricionistas buscamesclarecer processos da interferência das taxas de colesterol na saúde humana e advertem sobre os perigos das disfunções. Estas podem evoluir rapidamente em casos de origem genética e não são restritas às pessoas com doenças crônicas ou obesidade. "A alta taxa de colesterol não causa sintomas aparentes. Dessa forma, muitas pessoas não dão importância ao exame e, mesmo ao identificar taxa elevada, não procuram um médico nem buscam melhorar seus hábitos", explica o cardiologista Raul Dias dos Santos, membro da Sociedade Brasileira de Cardiologia.

Dados da SBC confirmam que cerca de 20% da população está com taxa de colesterol acima do ideal. Esse valor chega a um terço entre indivíduos com mais de 45 anos. O médico explica que a falta de hábitos saudáveis é uma das principais causas de aumento de colesterol. "Na maioria dos casos, não há a necessidade de medicação. Se todos os pacientes primeiramente mudassem sua dieta e praticassem exercícios físicos regulares, teriam melhora de até 15% do quadro em curto prazo", explica o médico. Um exemplo dado por Santos ilustra bem essa realidade. A Finlândia registrava a maior taxa de mortalidade por doença coronária no mundo até o fim dos anos 1970. Nos últimos 25 anos, o governo mobilizou a população com campanhas contra o fumo, pró-atividades físicas, a favor de alimentação saudável e de controle do colesterol. O resultado foi uma redução de 60% de mortes por doenças cardiovasculares.

Mecanismo - O colesterol é um tipo de gordura, ou lipídio, produzida principalmente pelo fígado (veja arte). Composto pelo LDL-colesterol (lipoproteína de baixa densidade, da sigla em inglês, também conhecido como colesterol ruim), e pelo HDL-colesterol (lipoproteína de alta densidade, ou bom colesterol), cerca de 70% do colesterol que temos no corpo é produzido pelo órgão. O restante é liberado no organismo a partir do consumo de alimentos de origem animal.

Para ser considerado em níveis normais, o LDL-colesterol não pode ultrapassar 160 miligramas por decilitro de sangue (mg/dl). Pessoas que sofrem de outros fatores de risco para doenças crônicas, como hipertensão, obesidade e tabagismo, devem manter essa taxa em 130 mg/dl, e os diabéticos, em 100 mg/dl. Quando esses valores estão acima do recomendado ocorre a dislipidemia, disfunção caracterizada pela elevação dos lipídios no sangue. O LDL-colesterol em excesso forma placas de gordura que obstruem as artérias, podendo chegar ao bloqueio total.

A aterosclerose, o infarte do miocárdio e o Acidente Vascular Cerebral (AVC) são algumas das principais doenças causadas pela obstrução arterial. Quando a concentração é muito elevada (acima de 750 mg/dl), pode ocorrer o aparecimento de xantelasmas, pequenas bolsas amareladas ligeiramente salientes, situadas nas pálpebras e constituídas por depósitos de colesterol, aumento do tamanho do fígado e do baço (hepatomegalia e espenomegalia, respectivamente) e desenvolvimento de pancreatite.

Valquíria Martins dos Santos, 35 anos, vive essa realidade. Há sete anos a família da empresária descobriu uma doença genética chamada dislipidemia familiar, que eleva o colesterol no sangue a taxas muito altas. A mãe e três irmãos de Valquíria fazem acompanhamento clínico constante e dieta especial, além de tomarem medicação própria, à base de estatinas (lipoproteínas usadas para tratar os altos níveis do colesterol ruim). "Sempre soubemos que nossa família sofria de problemas com alimentação. Eu e minha mãe já diagnosticamos deficiências no pâncreas, o que sempre causou dores fortes. Em 2007, retirei um coágulo no pâncreas que evoluiu rápido devido ao alto nível de colesterol e triglicerídeos", conta.

Valquíria toma medicação para controle do colesterol há mais de cinco anos. Mensalmente, são mais de R$ 600 em remédios. A irmã, Érica, foi a última na família a diagnosticar a doença, ao fazer tratamento endocrinológico para perda de peso por estética, em 2008. "Nós duas conseguimos reduzir o colesterol mudando a alimentação e fazendo exercícios físicos diários. Meu colesterol já chegou a 900 mg/dl em épocas de crise. Emmeu último exame já estava 415", diz Valquíria.

Segundo Valquíria, a falta de cuidados médicos foi a principal causa da morte do irmão, Jaime Alessandro dos Santos, em fevereiro deste ano, aos 30 anos. "Meu irmão sofria da mesma doença e não se cuidou. Tomava remédio para a dor de estômago que sentia e voltava à vida normal. Essa rotina o levou a uma pancreatite necro-hemorrágica e logo em seguida, ao óbito, 15 dias após a internação", lembra. Ela acredita que a falta de preocupação do irmão com a saúde não é um caso isolado. "Muita gente só se preocupa com a saúde quando algo grave acontece", acrescenta. (Diario de Pernambuco, Brasil, 13/08/2010)



Risco de infarto na menopausa

Mulheres na menopausa devem ter cuidado redobrado com o tratamento para controle de colesterol. Dados da Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC) mostram que a interrupção no uso da medicação tornou-se uma das causas do aumento de infartos entre mulheres, que representam 40% dos pacientes atendidos pelo SUS com problemas coronários.

Segundo a SBC, nos Estados Unidos, cerca de 35% das mulheres que atingiram a menopausa já apresentam a doença cardiovascular e no Brasil a mortalidade por doenças cardíacas sobe conforme a idade da mulher. Entre 70 e 79 anos, a mulher brasileira tem risco 10 vezes maior de morrer do coração do que uma mulher de 50 anos. "A mulher não se preocupa muito com infarto porque o encara como problema masculino. No entanto, após a menopausa, ela deixa de ter a proteção hormonal garantida pelo estrógeno, e passa a ter o mesmo risco de infartar, de ter angina ou AVC", explica Daniel Branco de Araújo, diretor do Departamento de Aterosclerose da SBC.

Segundo o médico, mulheres na menopausaprecisam manter a taxa de colesterol total abaixo de 200, além de se alimentar corretamente e praticar exercícios frequentemente. "Isso vai evitar que grande parte dessas mulheres sofra algum acidente cardiovascular sem necessidade de medicação."

No jovem - A professora e nutricionista Marina Ito, do Departamento de Nutrição da Universidade de Brasília (UnB), lembra que o colesterol alto nunca se manifesta sozinho, o que é um risco para quem não procura um diagnóstico antecipado, por exemplo, gente jovem. "É errada a impressão de que o jovem tem menos problemas relacionados ao colesterol. O que ocorre é que os problemas se acumulam. Trata-se de uma questão de tempo, e quanto menos a pessoa se cuidar, mais chances terá de ter alguma doença na vida adulta relacionada aos níveis de colesterol", explica a especialista.

Enquanto o LDL se fixa às paredes das artérias causando obstruções, o HDL promove a ação contrária. Quando circulam na corrente sanguínea, as moléculas de HDL captam parte do colesterol que estáem excesso no sangue e o transportam até o fígado. No fígado, ele é transformado em bile. "O ideal é que todos apresentem valores maiores de HDL no sangue, a fim de minimizar os efeitos do LDL", explica o endocrinologista Marcelo Canto. A SBC recomenda que o bom colesterol esteja acima de 35mg/dl de sangue. Alimentos ricos em gordura monoinsaturada, pectina e licopeno auxiliam a liberar HDL e reduzir o colesterol ruim. (R.P.) (Diario de Pernambuco, Brasil, 13/08/2010)



Em 13 estados // Cresce incidência de vírus 1 da dengue

São Paulo - Apesar da confirmação do isolamento do vírus 4 da dengue no Brasil, que não era detectado oficialmente nos últimos 28 anos, é o sorotipo 1 que preocupa a curto prazo, pois é ele o causador da epidemia atual em 13 estados brasileiros. Segundo o último informe sobre dengue do Ministério da Saúde, a reemergência do vírus 1 gerou a alta incidência de dengue atual em estados como Acre, Mato Grosso do Sul, Goiás, Rondônia e Roraima e ameaça o Rio, Espírito Santo, Amapá e Bahia, onde começou a chegar. O país registrou, até agora, 788.809 casos de dengue, com 367 óbitos. (Diario de Pernambuco, Brasil, 13/08/2010)



Pedro II reabre na próxima segunda
Após passar 28 anos fechado, hospital resgatará seu pioneirismo na medicina no país

Depois de três anos em reforma, o Hospital Pedro II, localizado no bairro dos Coelhos, no Recife, fechado por 28 anos, reabre as suas portas na próxima segunda-feira. Administrado pelo Instituto de Medicina Integral Professor Fernando Figueira (Imip), a renovada unidade de saúde vai oferecer atendimento de clínica médica e oncologia para adultos, além dos cuidados para pacientes que estão em estado terminal.

Reforma da unidade, que é administrada pelo Imip e fica no bairro dos Coelhos, durou três anos. Foto: Fotos: Nando Chiappetta/Esp.DP/D.A Press
Os atendimentos serão gratuitos, mas os pacientes precisarão ser encaminhados pelo Sistema Único de Saúde (SUS) ou por algum médico do Imip. A direção do hospital afirma que em dois meses 100% dos serviços estarão funcionando com equipamentos modernos e de alta tecnologia. A reforma para salvar o prédio foi realizada graças ao apoio de mais de 50 empresas, entre elas, os Diários Associados, que arrecadaram R$ 24 milhões, dinheiro aplicado na restauração do edifício e mobiliário. Além disso, foram investidos mais R$ 13 milhões, dos quais R$ 7 milhões, destinados a equipamentos.

Até o fim de outubro, o novo Pedro II estará inaugurando também o Hospital Geral de Transplante, passando a realizar cirurgias cardíacas e de pâncreas. O hospital também está solicitando o credenciamento junto ao SUS para instalar uma Unidade de Medula Óssea. Com 19,5 mil metros quadrados distribuídos em três andares, o Pedro II, que teve as obras iniciadas em março de 2007, passará a ser o maior complexo hospitalar do Norte/Nordeste, com 820 leitos do SUS. A capacidade de internação será de 9 mil pessoas por ano. A unidade de saúde também vai dispor de enfermarias para pacientes com câncer e portadores de problemas cardíacos e neurológicos.

"Já solicitamos o credenciamento do SUS junto ao Ministério da Saúde, que deverá examinar as instalações na próxima semana para liberar os atendimentos. Vamos funcionar como uma unidade de ensino da mesma forma como acontece no Imip, onde o aluno vê o que o professor faz na sala de aula e na sala de cirurgia", ressaltou o presidente Antônio Carlos Figueira. O hospital já trabalha com estudantes provenientes da Universidade de Pernambuco, Faculdade Pernambucana de Saúde e da Universidade Federal de Pernambuco, além de possuir residência médica em oncologia e ciências médicas. "No próximo ano, implantaremos a residência em radioterapia, que é inédita no estado", adiantou Figueira. Mesmo passando pela reforma, alguns setores do novo Pedro II já estavam funcionando, como o serviço de hemodiálise, que atende uma média de 115 pacientes por mês. Há ainda o setor de medicina nuclear, que dispõe do equipamento PetScan, que é capaz de detectar tumores cancerígenos em estágio inicial, e a área de radioterapia, que desde junho do ano passado, atende uma média de 100 pacientes por dia. "O hospital foi vanguarda na medicina de ponta e em radioterapia. Ao devolvê-lo à população, estamos fazendo um resgate histórico de um dos berços da medicina do país", disse o presidente. Com a ampliação, também haverá um acréscimo de 700 funcionários, entre médicos, enfermeiros, técnicos de enfermagem, nutricionistas, psicólogos efisioterapeutas. (Diario de Pernambuco, Vida Urbana, 13/08/2010)



Leptospirose já matou 4

Um jovem de 22 anos, morador de Timbaúba, Zona da Mata, é a nova vítima de leptospirose. A Secretaria Estadual de Saúde (SES) confirmou a morte ontem, mas não relaciona o caso, ocorrido em julho, às enchentes. Com ele, sobe para quatro o número de óbitos atribuídos desde janeiro à doença do rato. Depois das chuvas, no entanto, a quantidade de supostos doentes subiu cinco vezes mais. No boletim de ontem, o acumulado do ano já era 536, com 79 confirmações. A SES também atualizou ontem os números da dengue. São 34.325 casos suspeitos da forma clássica, com 7.147 confirmados. O crescimento é de 465,67% em relação a 2009. Há 266 suspeitas de dengue hemorrágica, 41 comprovadas. Três mortes já foram contabilizadas e 41 estão sob investigação. (Jornal do Commercio, Cidades, 13/08/2010)
 
 
 
O Clipping CRF-PE é o resumo semanal das principais notícias publicadas sobre saúde.
Caso você não queira recebê-lo, clique aqui.
 
Conselho Regional de Farmácia de Pernambuco
Rua Amélia, 50 - Espinheiro - Recife - PE - Fone: (81) 3426-8540